InícioAtualidadePolíticaPAICV pede que o MAI rompa o silêncio sobre seu "pretenso envolvimento em...

PAICV pede que o MAI rompa o silêncio sobre seu “pretenso envolvimento em circunstâncias que indiciariamente configuram crime” 

Na declaração política apresentada pelo deputado Démis Lobo Almeida esta manhã no Parlamento sobre o estado da segurança no país, o PAICV pede que o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, rompa o silêncio acerca da notícia vinda ao público sobre “um pretenso envolvimento do Sr. MAI em funções numa operação supostamente planeada e executada fora dos cânones legais que desembocou na morte de uma pessoa em circunstâncias que indiciariamente configuram crime”. 

Para o deputado eleito pelo círculo do Sal, “sendo estes factos públicos e recaindo sobre os mesmos instrução criminal, ainda que o Sr. MAI não esteja a ser investigado e nem seja arguido, deve, enquanto alto titular de cargo público que dirige o setor da segurança interna e dirige um órgão de Polícia criminal romper o silêncio e prestar todos os esclarecimentos que o caso requer”

Na resposta o líder parlamentar do MPD, João Gomes, lembrou que “aquilo que os cabo-verdianos leram em pseudo jornais são, eventualmente, factos que terão acontecido num passado em que o MPD não era governo e que ninguém que está no seu governo atualmente exercia funções que agora exercem”. Para João Gomes “o PAICV escolheu um membro do Governo para atacar  quando não tem factos, inventa-os”. Gomes vai mais longe e diz que “o PAICV prefere estar do lados dos bandidos enquanto o MPD prefere estar do lados dos polícias”.  

Mirceia Delgado, deputado do MPD,  intervindo disse que o processo está sob segredo de justiça e que o Parlamento devia ser consequente. Respondendo o deputado Démis reforçou que “o segredo de justiça não impede que o MAI se pronuncie sobre fatos alegados”.

Os fatos a que a declaração política do PAICV faz referência têm a ver com a notícia saída no online Santiago Magazine no dia 28 de dezembro e que dava conta que o MAI, Paulo Rocha, estaria a ser investigado pelo Ministério Público por “homicídio agravado” de Zezito Denti d’Oru, tido como o autor material do assassinato, a sangue frio, da mãe da inspectora, Kátia Tavares, em 2014, supostamente a mando de Paulo Pereira, principal elemento do grupo de narcotráfico condenado no âmbito do processo Lancha Voadora. 

Na sequência o próprio MP, através de um comunicado, admitiu que está a investigar o caso mas que o MAI nem foi constituído arguido nem está a ser investigado. 

TN – Redação  

Deixe uma resposta

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

17 − 1 =

NOTÍCIAS RECENTES

Publicidade

spot_img

MAIS LIDAS