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Sex, Jan

Os céus em 2021: os principais fenómenos astronómicos do ano

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Eclipses, superluas e chuvas de meteoros movimentarão o ano que se inicia. 

Da rara grande conjunção de Júpiter e Saturno a chuvas de meteoros, o ano de 2020 foi movimentado nos céus.

Em 2021, o calendário astronómico promete tantos eventos quanto os vistos nos 366 dias anteriores, com destaque especial para eclipses solares e lunares e as superluas – fenómeno que acontece quando a Lua cheia se dá no momento que o satélite está mais próximo da Terra.

Abaixo, o Terra Nova lista os principais deles, divulgados pela Nasa, a agência espacial americana, sob o comando do astrónomo Fred Espenak.

Os eclipses

Em 2021, quatro eclipses acontecerão, mas apenas um deles poderão ser visto em Cabo Verde.

O primeiro eclipse vai acontecer no dia 26 de maio. Trata-se de um eclipse lunar total, fenómeno que ocorre quando a sombra da Terra cobre completamente a Lua. O eclipse poderá ser totalmente apreciado em países do Pacífico e Leste Asiático, Austrália e oeste da América do Norte. Mas em México, Chile e Argentina, a visão será parcial.

O eclipse observável em terras cabo-verdianas vai acontecer no dia 19 de novembro. Trata-se de um eclipse lunar parcial. Eclipses como este ocorrem quando a Lua passa parcialmente pela sombra da Terra (penumbra) e apenas parte do satélite passa pela sombra mais escura (umbra).

Os outros dois eclipses do ano serão solares, com a Lua passando na frente do Sol, mas não poderão ser vistos no país. O primeiro vai ocorrer no dia 10 de junho, podendo ser observado pelos países da Europa e da Ásia. O segundo se dará no dia 4 de dezembro, e poderá ser observado no sul do Chile e da Argentina, nas porções sul da África do Sul, Austrália e Nova Zelândia e também na Antártida.

As superluas

O ano de 2021 vai trazer três superluas, e todas poderão ser observadas no céu noturno de Cabo Verde. Elas ocorrerão nos dias 8 de abril, 26 de maio (junto do eclipse total) e 24 de junho.

As superluas podem aparentar ter um tamanho cerca de 15% maior do que o de uma lua cheia tradicional. Isso acontece porque o fenômeno acontece quando o satélite está no perigeu, o ponto de sua órbita mais próximo da Terra, a uma distância de 363.300 km a partir da superfície terrestre.

Teorias da conspiração afirmam que a superlua pode desestabilizar o meio ambiente na Terra, podendo causar terremotos e tsunamis. Tais afirmações já foram refutadas por cientistas em mais de uma ocasião.

As chuvas de meteoros

As chuvas de meteoros serão abundantes em 2021. Uma delas, inclusive, já ocorreu entre os dias 2 e 3 de janeiro.

Contando a partir de 4 de janeiro, o ano trará outros 10 “temporais celestes”, que ocorrem quando a órbita da Terra passa por uma região marcada por detritos e outros rastros deixados por um cometa. Quase todos eles poderão ser vistos no céu noturno de Cabo Verde.

Entre 22 e 23 de abril, se dá a chuva de meteoro de Líridas, associada ao cometa C/1861 G1. Nesses dois dias, será possível ver cerca de 15 meteoros por hora.

Entre os dias 6 e 7 de maio, os céus serão marcados pela chuva de meteoros Eta Aquaridas, associada ao famoso cometa Halley, com até 30 meteoros por hora.

Entre 28 e 29 de julho é a vez da chuva de meteoros Delta Aquaridas, ligada ao cometa 169P/NEAT, com cerca de 25 objetos por hora.

As outras chuvas de meteoro de 2021 ocorrerão em 12 e 13 de agosto; 7 de outubro; 21 e 22 de outubro; 4 e 5 de novembro; 17 e 18 de novembro; 13 e 14 de dezembro; e 21 e 22 de dezembro.

Como começar a observar os céus

É possível ver alguns eventos astronómicos – como as chuvas de meteoros – a olho nu. Porém, outros são melhores vistos com equipamentos especiais.

A principal forma de se observar eventos astronómicos é por meio de telescópios. Há diversas opções disponíveis para compra nas lojas online, com modelos básicos – que custam a partir de 10 euros – a avançados, que contam com lentes poderosas e compatibilidade com aplicativos de celular. Esses trazem preços que vão de 700 euros a mais de 2 mil.

A parte mais importante no processo de escolha é saber qual é a capacidade de aumento do equipamento. Observações mais simples e de fenómenos ou objetos mais próximos – como a Lua – podem ser feitas com lentes menos potentes. Já observações de objetos e fenómenos mais distantes – como os anéis de Saturno – requerem lentes mais poderosas e, consequentemente, mais caras.

Caso adquirir um telescópio seja inviável, é possível fazer algumas observações por meio de um par de binóculos. Elas, contudo, não terão o mesmo nível de detalhes e de visibilidade do que as feitas com telescópios. 

Gratuitamente, é possível vislumbrar fenómenos astronómicos com alto nível de detalhamento por meio do YouTube. Canais como o da Nasa, a agência espacial americana, e o do site Space.com fazem transmissões ao vivo e publicam vídeos regularmente dos mais diversos eventos. Nesse caso, basta acompanhar os calendários de programação feitos na aba “Comunidade”, dentro da plataforma.

TN com Informações do Nexo Jornal e do BBC