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Dom, Set

Qual a importância do Dia D para o fim da 2ª Guerra Mundial

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Desembarque das forças aliadas nas praias francesas da Normandia completa 75 anos em 2019.

  

O desembarque das tropas aliadas na Normandia, na França ocupada, no episódio que ficou conhecido como Dia D completa nesta quinta-feira (6) seu 75º aniversário. No dia 6 de junho de 1944, a megaoperação militar na costa francesa deu início a uma ofensiva que marcou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

 

Quem era quem na guerra

ALIADOS

As principais potências do grupo eram Reino Unido, França, União Soviética e EUA. Outros países participavam do bloco.

EIXO

As principais potências do grupo eram Alemanha, Itália e Japão. Outros países participavam do bloco, como a Hungria.

O Dia D ocorreu num momento decisivo da guerra, no qual os alemães se viam obrigados a conter ofensivas dos Aliados em mais de uma frente. A data é mais importante hoje para os EUA e seus aliados europeus do que para a Rússia, que celebra outras datas significativas, como a da Batalha de Stalingrado (1942-1943).

Para tornar o Dia D possível, os Aliados desenvolveram vários planos de inteligência para confundir os alemães. Esses planos consistiam em fazer com que os nazistas acreditassem que o desembarque ocorreria em local e data diferentes do que de fato aconteceu.

Transmissões de rádio foram expostas deliberadamente à interceptação alemã. Nelas, os militares aliados trocavam informações falsas sobre planos fictícios.

Alguns grupos de paraquedistas chegaram a ser lançados em locais distantes para fazer com que os inimigos do Eixo deslocassem atenção e recursos em outras direções. Embarcações e aviões também foram usados em várias operações de acobertamento. 

Os desafios logísticos

Quatro praias da costa francesa da Normandia, que estava sob domínio nazista, foram escolhidas sobre o mapa para o desembarque. O local era considerado improvável para um operação dessa envergadura. E isso era precisamente o que interessava aos planos de inteligência dos Aliados.

Não havia nenhum porto importante nessas praias, o que impedia a aproximação de grandes navios de guerra. Para contornar o problema e desembarcar as tropas, foram desenvolvidos veículos militares anfíbios especialmente para essa operação.

Os desafios meteorológicos

O sucesso do desembarque dependia de uma janela estreita de oportunidades climáticas. Fatores como as marés, a fase da lua, a ocorrência de chuvas e de ventos eram determinantes para o resultado. A previsão meteorológica para o período imediatamente seguinte ao Dia D era de fortes chuvas, o que tornava qualquer grande plano de invasão improvável aos olhos dos alemães.

Por isso, o comando das forças nazistas não estava em alerta e tinha dispensado milhares de homens que poderia, ao contrário, estar de sobreaviso. A data originalmente prevista para ação era 5 de junho de 1944, mas ela teve de ser adiada para o dia seguinte em razão das condições climáticas.

No fim o desembarque ocorreu mesmo sem as condições serem ideais, pois a próxima janela meteorológica demoraria duas semanas para se apresentar.

Desembarque foi só o início

O Dia D foi apenas o início de um movimento militar mais amplo, que começou a acontecer logo em seguida ao desembarque em si.

Vencidas as falésias, as minas explosivas, os tripés de metal, estacas e a artilharia alemã na região de praia, teve início a incursão da infantaria aliada. Tanques de guerra e outros veículos militares começaram a ser desembarcados logo em seguida, enquanto a aviação despejava tropas de paraquedistas terreno adentro.

As tropas aliadas logo se uniram à resistência francesa, composta por grupos de civis em armas, que se opunham à ocupação nazista por meio de ações de sabotagem.

Dois meses depois, em agosto de 1944, os Aliados conseguiriam a liberação de Paris. E, entre abril e maio de 1945, veio a vitória sobre as tropas alemãs em Berlim.