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Sab, Ago

Carnaval: Como a purpurina prejudica o meio ambiente. E quais são as alternativas

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O brilho é componente indispensável da indumentária carnavalesca para muita gente. Mas seu uso traz consequências para a natureza.

 

Se encher de purpurina da cabeça aos pés é, para quem gosta da festa, uma das alegrias do Carnaval. 

Nosso gosto por pinturas brilhantes não é de hoje: civilizações antigas, como a chinesa, grega e egípcia usavam flocos do mineral mica em suas pinturas nas cavernas. Mas o glitter (brilho de grãos um pouco maior) e a purpurina (mais próxima a um pó) causam danos ao meio ambiente. 

Os microplásticos, partículas minúsculas das quais são feitos, não podem ser recolhidos e levam centenas de anos para se decompor na natureza quando escoados depois de um banho ou da lavagem das ruas. 

Quando essas partículas minúsculas chegam ao oceano, causam danos à vida de seres marinhos: prejudicam a fotossíntese de algas e podem ser engolidos por peixes, tartarugas e outros animais marinhos. 

Todos os organismos que vivem no mar são ameaçados pelo aumento dos microplásticos no ambiente, seja pela ingestão ou  pela interação deles com outros poluentes. A diminuição da vida no mar também impacta a economia e as comunidades que vivem da pesca. 

Os brilhos carnavalescos não são os únicos responsáveis pelos microplásticos no ambiente — cosméticos como esfoliantes frequentemente utilizam o material. 

Uma maneira de evitá-lo é procurar pelas palavras polyethylene ou polypropylene no rótulo de um produto: se estiverem lá, o produto contém microplásticos. 

Como brilhar sem matar os peixes 

Fabricantes de glitter biodegradável já existem. A companhia britânica Ronald Britton desenvolveu o “Bio-Glitter”, feito de material biodegradável.

Segundo a marca, o bio-glitter tem as mesmas propriedades do glitter original mas é sustentável, não contém componentes de organismos modificados geneticamente e se decompõe facilmente na natureza.  

A Lush, marca de cosméticos que tem como política não usar matéria-prima animal nem realizar testes em animais, também desenvolveu uma alternativa para o glitter plástico: usa um brilho feito de mica sintética, componente à base de minerais naturais. 

 

TN - Redação (com informações da Internet)