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Qui, Out

30 anos sem Renato Cardoso: um inspirador político

Opinião
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Hoje vou erigir uma estátua, uma estátua em memória de um homem público, um nome que caiu no esquecimento do povo cabo-verdiano depois da sua morte, há trinta anos.

Opinião de Domingos Barbosa da Silva 

Hoje, 29 de Setembro, uma data que não me passa despercebida. Quero aqui apenas trazer um pouquinho de Justiça, lembrar de uma morte que me tocou profundamente e, acima de tudo, homenageá-lo.

Não é que se pretenda apontar aqui, categoricamente, o culpado da morte de Renato Cardoso. Longe disso. A morte de Renato aponta para diversas ramificações. Usou-se, entre outros, do ramo passional para consolidar um acto hediondo num país com fraco recurso legal para resolver o problema.

Esta é uma constatação e uma convicção pessoal sem nenhuma prova científica que a justifique. Se esta constatação se mostrar falsa, que se aponte para outras soluções mais evidentes.

Aqui apontam-se apenas os indícios, a condenação fica a cargo das mais altas entidades em suas respectivas instâncias e a cargo do Povo. Fica um pedido: que a nossa memória, corrompida pelo mito de melhores filhos do nosso povo e, portanto, melhores pensadores, não nos conduza ao esquecimento do inspirador político, Renato Cardoso.

* Título da autoria da Redação do Terra Nova