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Dom, Set

Cabo Verde, os "ODS" 17 objectivos da Agenda 2030 e 169 metas a serem atingidas

Opinião
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As notícias alarmantes relativo ao sobre aquecimento mundial, que se regista ultimamente, em médias anormais e elevadas, obrigando várias cidades, europeus, a tomarem medidas, para diminuir as emissões do CO2, e outras gazes nocivos ao ecossistema, são, segundo especialistas, insuficientes par se poder evitar uma catástrofe mundial.

Opinião de José Valdemiro Lopes

 Ultimamente, cientistas australianos, anunciaram que se o planeta, na sua integralidade não pôr na pratica, nos próximos dez anos as orientações finais do fórum mundial de Paris, sobre as emissões de gazes a efeitos de estufa, 2050, será o ano, de fim de vida planetário, devido aos efeitos negativos que se regista nos ecossistemas do Ártico e da Amazona, desregulando o clima mundial, com a subida anormal da temperatura para 3º centígrados, até o ano de 2050 quando a média, nos máximos, mesmo em tempos arrecuados, era de 1º…, se a situação se mantiver, haverá problemas tais como: raridade de água potável, aumento anormal de temperatura em certas regiões, desertificação de diversos territórios, implicando conflitos localizados e provavelmente guerras… 

Nós, aqui, neste pequeno território, de nove ilhas habitadas, de um território, de 4033 km2, devemos e somos obrigados a assumir a nossa parte da responsabilidade de defender, nosso ecossistema e biodiversidade e também este planeta Terra, começando a trabalhar, também os 17 objectivos da agenda 2030, conhecida por, Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, os “ODS” orientado para salvar a humanidade. Esta agenda de progresso, transfere para o centro cimeiro, atingir e garantir “ a igualdade e dignidade dos cidadãos” como alvo principal e o exemplo deverá surgir do próprio Estado, e espalhar-se para todos os sectores da sociedade cabo-verdiana. Devemos todos assumir esta Agenda do Progresso Humanitário, que reclama e exige a atenção de todos, os cidadãos, colocando em forma de cidadania e iniciativa democrática a missão de abraçar o funcionamento desta agenda, que coloca “ a dignidade e igualdade” das pessoas no centro transversal das actividades de todos os sectores da sociedade, procurando e activando soluções, que permitem melhorar, condições de vida às gerações actuais, sem comprometer a herança em termos de qualidade e boas condições de vida das futuras gerações …

Nas maiorias, das minhas crónicas, muitas vezes, denunciei a injustiça social vigente em Cabo Verde e os ODS, no nosso caso, é um megaprojecto, com objectivos, que temos que alcançar, para podermos falar de desenvolvimento e estamos praticamente, na estaca zero e á frente, temos muito caminho para andar. O povo cabo-verdiano nas nove ilhas habitadas merece e exige ter e viver situações de redução palpável de desigualdade, ter acesso, á energia eléctrica, água canalizada, acesso á rede de esgotos, trabalho, viver condições laborais decentes e regularizadas, possuir e desfrutar de espaços verdes, ter espaços para prática desportiva e lazer, acesso garantido aos cuidados, de saúde e medicamentosa, possuir um meio ambiente saudável, ter uma alimentação correcta e adequada… e numa palavra simples, “viver feliz”, uma condição que todos cidadãos das nove ilhas habitadas, deste arquipélago nação esperam atingir faz já 44 anos! 

Na agenda, estão definidas, 169 metas a serem atingidas, na próxima década. O país, deverá fazer emergir, vontade política suficiente para que haja uma evolução institucional, criadora dos instrumentos necessários á implementação e mesmo acompanhamento desta Agenda de Progresso para o ano de 2030, somos um país de fragilidades em termos de recursos e entramos no período das chuvas, depois de viver consecutivamente duas épocas de seca e intrinsecamente devemos instaurar uma solidariedade social e institucional, orientado especialmente, para os meios mais desfavoráveis, ou seja a materializar os primeiros passos da longa caminhada.

A implementação dos ODS, em Cabo Verde, não será tarefa fácil, sem a iniciativa prévia de informar, correctamente a população das ilhas e as classes empresariais privadas, das áreas, de comércio, negócios e serviços, estamos perante uma oportunidade rumo á modernização relacionada com a capacidade institucional na articulação de planos de desenvolvimento regionais, a serem necessariamente activados, para se poder, diminuir assimetrias e disparidades entre ilhas e entre o centro e a periferia, engajando-se na divulgação de estatísticas e organização de fóruns sobre os ODS e estamos a crer, que Cabo Verde não está sozinha nesta tarefa urgente de salvar o planeta, salvando a si mesmo e precisaremos de apoios de instituições internacionais (ONU) e outros, vindos também de países desenvolvidos, amigos.

Se pegarmos o factor trabalho, como via principal para debelar desigualdades, será na distribuição da “renda” que se produz a necessidade de se operar, a primeira responsabilidade objecto de correcção, referimo-nos às iniquidades em destaque nos ODS 8, 9 e 10, que obriga este país a refletir na necessidade de melhoria dos níveis salariais com o propósito de diminuir, a diferença abismal entre salários elevados e o salário mínimo…, mas, congratulamos com a “sage” decisão e iniciativa de limitar o salario máximo dos cargos públicos e administrativos do Estado, a um “plafond” máximo de trezentos mil escudos, por este executivo.

José Valdemiro Lopes

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