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Dom, Set

Quando desembarquei em S. Vicente para frequentar o liceu, a primeira advertência recebida foi no sentido de passar a falar português a tempo inteiro. Que o meu crioulo fundo de Djar Fogo tinha ficado nas areias de Fonte da Vila. Essa advertência partiu da boca do meu encarregado de educação, o saudoso amigo Ernesto Ramos Évora, em cuja casa me instalei como se de um filho se tratasse.

Se estivesse vivo, Henrique Teixeira de Sousa completaria, hoje, 6 de setembro 100 anos de vida. O médico foguense nasceu no dia 6 de setembro de 1919 na frequesia de São Lourenço onde hoje, repousam os seus restos mortais. Frei António Fidalgo recorda a sua colaboração no nosso jornal durante 10 anos.

Tive a sorte e o desafio de nos últimos tempos acompanhar a idade das idades, o desabrochar do novo ser, dizia alguém o tempo de criar e se dar conta de que a vida precisa ser vivida incluindo nos extremos: os jovens.

Uma característica da época da globalização, cada vez mais articulada e complexa, é certamente o novo papel e peso que é dado às finanças, nos seus mais diversos níveis. Alguns anos atrás era reservado, nos telejornais e na informação em geral, um espaço secundário e marginal às notícias financeiras, que interessava somente a um certo grupo de pessoas. 

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