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Qui, Fev

A modernidade e os seus processos irreverênciais têm transformado, de modo radical, a vida dos cidadãos. Um mundo líquido em que os hábitos, os comportamentos, as escolhas e as estruturas sociais, não conseguem atingir a solidez necessária, para manter inalterado e seguro no tempo a própria forma. Tudo torna-se instável, efémero, incerto. Essa fragilidade que caracteriza a vida de cada um contagia também os relacionamentos afectivos e sentimentos. 

Faz hoje um ano que Papa Francisco e o Grande Imã da Universidade Al-Azhar, Ahmad el-Tayeb, assinaram em Abu Dhabi o "Documento sobre a Fraternidade Humana pela Paz no Mundo e a convivência", um marco histórico nas relações entre Cristianismo e Islão e, ao mesmo tempo, um marco de enorme relevância na reconfiguração do papel das Religiões para a construção, e a manutenção, da Paz no mundo. 

A visita apostólica que o Papa João Paulo II acaba de realizar ao nosso país irá, para sempre, ser recordada como acontecimento mais feliz da história dessas ilhas, pelo menos até hoje.

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