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Qui, Jun

É tarde. Já é madrugada e sei que deveria dormir mais. Entretanto paro para pensar um pouco. Quero pensar na Mulher. Quero pensar nalgumas pessoas que encontrei nestes últimos dias. Quero pensar em algo concreto que ouvi delas. Ainda que pareça poesia sem alma o que venha a expressar vou apenas partilhar pedaços de vida que carreguei na alma. Mais do que pensar vou lembrar-me de vidas com que cruzei. Perdoe-me a metáfora, sem ela conseguiria dizer pouco ou nada. Não há mulher imperfeita. Toda a Mulher é perfeita, mesmo aquela que tenta transformar outras vidas em sofrimento ou desgraça. É perfeita, pois é tudo o que ela consegue ser, com toda a sua perfeição possível, nos diferentes momentos que a compõem. É perfeita porque é tudo o que ela consegue reproduzir do que aprendeu.

 

Qual é a tua fonte de inspiração? O que te faria levantar da cama, de qualquer maneira?

Sinais de esperança é o que todos estão a procurar. Neste tempo marcado pela morte, pela doença, pela separação, pelo peso do desemprego e pelo desânimo, todos querem ver uma luz ao fundo do túnel, capaz de dissipar as trevas da incerteza que esta pandemia nos obrigou a viver. Esta luz não cai do céu, ou melhor, vem do céu sob a inspiração de Deus, mas são homens e as mulheres de hoje que a devem concretizar. 

Os primeiros cabo-verdianos que atravessaram o Atlântico, rumo a oeste, com destino à América, nos barcos da pesca da baleia, criaram, novas relações socioculturais e económicas, em Cabo Verde, desde os meados do século XIX e as suas poupanças foram, fundamentais para a vida socioeconómica das suas famílias que ficaram no arquipélago, com repercussão positiva nas mais ilhas desta pequena nação, insular, sem recursos graças às remessas enviadas.

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