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Seg, Jun

Dom Danillon: O ALVO A ABATER

Opinião
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Não gostaria de falar de mim, mas tenho estado sob muitas pressões e perseguições políticas simplesmente porque, do outro lado a bandidagem, não coaduna com a verdade e justiça. 

 

"Dom Danillon deve ser um alvo a abater, vamos encurralar-lhe, até que ele mesmo justifique sua morte, ou então que venha ajoelhar-se aos nossos pés, mas duvido que venha a ceder. É teimoso que nem uma mola" - assim dizem estar a pensar os meus inimigos da bandidagem, agora podem saber que eu já sei. Cada tempo sua estratégia. Ao menos fossem mais inteligentes.
Estava fora do país quando deparei no Facebook com um anúncio para uma vaga de emprego precisamente em Chã das Caldeiras. Li os critérios e considerei nada mais a mão neste tempo difícil para um quadro fustigado.

Sempre gostara de trabalhar na minha zona, minha nação. Assim, fazendo coisa boa ficaria aqui na minha terrinha os dividendos, mas parece que a minha ideia move algo que não entendo integralmente. Tentei várias vezes mas hoje nada pode parar a minha ideia: viver e morrer em Chã das Caldeiras.  Mas o homem não vive sem trabalho - a sua dignidade.
Concorri a esta vaga por e-mail, enviando curriculum vitae como solicitado e aguardei algum contacto por parte do anunciante-empregador. Parecia estar no papo esta vaga de Mediador Comunitário, mas esta terra não funciona com a devida decência. A vaga já está decidida antes mesmo do anúncio público que só serve de fachada. Mas, ao menos fizessem isso com inteligência. 

Se hoje não tivesse ido aquele covil nunca mais teria conhecimento que o processo já estava fechado e com ex-candidato empregado com pregos de aço. É que na semana passada a falar sobre COSPE, lembrei ao meu interlocutor da vaga à qual candidatei há um mês e que qualquer dia ia lá ver como vai o processo. Que ainda não me contactaram nem para sim nem para não. 

Qual foi o meu espanto! O meu interlocutor disse que já está tudo pronto e que já lá está a trabalhar a pessoa escolhida. 
Na verdade, quando hoje procurava os responsáveis deparei com a pessoa contratada. Parece que esta empresa tem outra forma de trabalhar e não respeita os concorrentes, pois já passei por vários concursos a vagas de trabalho, mormente em Portugal onde vivi num desemprego sem igual.
Constatei que a empresa só tem funcionárias sem cabelos brancos e percebi, pelos procedimentos, que estou numa engrenagem que só serve SUAS TRIBOS. Eu Dom Danillon pertenço a tribo assinalada para abater. 
Acontece que já tive outras negas estranhas na área em que formei, o professorado. Preferem pessoas sem formação específica de outra ilha para trabalhar numa vaga que eu ajudei a criar, só para não ter independência económica e beijar os pés bandidos. 

Já deveriam saber que não farei isso, que não sou criança para chupetas e mãos à cabeça. É neste país de bandidos e da máfia que esforçam a todo custo envernizar uma fachada bonita.
Interessante saber que a responsável é uma italiana que trabalhou e viveu em Chã das Caldeiras, criando, fazendo e desfazendo, a CHÃ TOUR, sem deixar rastos. Possivelmente já sabe do meu feitio, e de resto já conhece as tribos todas e sabe qual é mais "carino". Apesar de estar aqui desde 2010 com pequenos intervalos é o nosso primeiro encontro.

Não houve respeito, nem transparência e acredito mesmo que foi uma bandidagem, daquelas nas quais nos tropeçamos todos os dias. Houvesse um analista de curriculun imparcial certamente seria chamado ao menos para uma entrevista, porque nem sempre o palavreado dos curricula corresponde à realidade. CHEIRO DA MÁFIA! Mas é o que está na moda!

Servente em Chã das Caldeiras. Trabalho digno e sono tranquilo.

Por:Dom Danillon

 

 

 

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