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Dom, Jul

“Pela língua começam as guerras”, alerta o Papa

Igreja
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O Papa Francisco alertou este domingo, no Vaticano, para as consequências da maledicência e da “hipocrisia” de quem é muito duro no julgamento dos outros, sem se preocupar em corrigir os próprios defeitos.

“Pela língua começam as guerras”, assinalou, falando desde a janela do apartamento pontifício, antes de presidir à recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa recordou os ensinamentos apresentados por Jesus Cristo, nas passagens do Evangelho que são lidas hoje nas igrejas de todo o mundo, criticando, em particular, a “bisbilhotice”.

“Falar mal dos outros… Isto destrói: a família, a escola, o local de trabalho, o bairro”, advertiu.

Perguntemo-nos: eu falo mal dos outros? Procuro sempre denegrir os outros? É mais fácil ver os defeitos dos outros do que os meus? Procuremos corrigir-nos, pelo menos um pouco, vai fazer-nos bem a todos”.

O Papa começou por observar que, para muitas pessoas, é “mais fácil ou mais conveniente perceber e condenar os defeitos e pecados dos outros, sem conseguir ver os próprios com tanta clareza”.

“Nós escondemos sempre os nossos defeitos, mesmo de nós mesmos. Pelo contrário, é fácil ver os defeitos dos outros”, prosseguiu.

Francisco lamentou que tantos católicos sejam “duros” na condenação dos outros, pedindo que todos tenham a consciência de ter “defeitos”.

“Assim, seremos credíveis, agiremos com humildade, testemunhando a caridade”, sustentou.

A intervenção assinalou ainda as recomendações deixadas por Jesus a quem tem responsabilidade – e que hoje se aplicam a “pastores de almas, autoridades públicas, legisladores, professores, pais” -, exortando-os a estar “conscientes do seu delicado papel e a discernir sempre o caminho certo” para liderar.

A agenda do Papa, este domingo, inclui nova visita a uma paróquia de Roma, desta vez a de São Crispim de Viterbo, no bairro Labaro, situado na zona norte da capital italiana.

O programa inclui encontros com crianças e adolescentes da catequese, pobres e sem-abrigo, doentes e pessoas com deficiência, antes da celebração da Missa.

 

 

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