17
Seg, Jan

Dom Arlindo critica "violência, consumo exagerado de álcool, corrupção e o individualismo" em Cabo Verde

Igreja
Tipografia

O cardeal Dom Arlindo Furtado criticou hoje o nível de violência, o consumo exagerado de álcool e de estupefacientes, a corrupção, a indiferença, o nível de individualismo, o egoísmo e a falta de elegância e cortesia no tratamento com os outros.

Durante a sua homilia na Missa Dominical de Natal, realizada tradicionalmente na Pró-catedral da Praia, o pontífice disse que estes problemas em Cabo Verde, quer seja em pequena ou em grande escala, devem ser motivos de preocupação a todos.

“Cada um de nós, sabendo quem é, deve tomar decisão de não permitir para si certos tipos de comportamento”, explica, justificando que neste mundo “pertencemos a uma família e que tudo o que envergonhe os nossos pais devem ser evitado”.

Dom Arlindo sublinha que se a nossa relação com Deus deve mudar a partir da consciência do alcance da encanação do Verbo, também a relação para connosco mesmo deve merecer uma grande consideração.

A este propósito, exorta a uma melhor relação para com o próximo, sublinhando que a “nossa vida deve ser marcada pela positividade e não pela negativa”, razão pela qual criticou a "vingança e o ressentimento", bem com a "situação de roturas" para com o outro, em consequências de ofensas ou de informação preconceituosas.

É que para o líder da Igreja Católica em Cabo Verde, há coisas não compatíveis e inconciliáveis que, perante Deus , não podem ser feitas, sob a pena de defraudar Deus, com o argumento de que a nossa “salvação custou muito sacrifício a Deus que deu o seu filho por nós!.

Segundo o Cardeal, são atitudes e comportamentos, aos quais como cristãos devemos dizer não.

Alertou a todos para advertir quem comporta mal e mesmo que isto implique o reforço de um outro irmão, em nome da Igreja, mas nunca guardar ressentimento contra.

Evocando o Papa Francisco, lembrou das formas de tratamento tão simples e que devem ser preservadas em família, nos grupos de trabalho, nos meios socais, nos políticos existe um conjunto de palavras tão vulgares, designadamente as expressões "desculpe, obrigado, com licença e permissão", que, avisou, "tão simplesmente entraram em desuso".

Assevera que é grande a dignidade dos outros, e que o outro deve ser assinado a assumir este nível da sua dignidade, de tal modo que, conduzido por Cristo, " possamos crescer, cada vez mais, na perfeição."

Apontando as crianças como reflexos do comportamento dos pais e do ambiente familiar, esclareceu que elas irão beber da cultura íntima enquanto escola dos filhos, pelo que aconselhou aos progenitores e toda a sociedade a transmitirem as boas práticas aos seus educandos.

Fonte: Inforpress

 

 

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS