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Seg, Nov

Governo quase duplica financiamento do programa Bolsa de Acesso à Cultura

Cultura
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O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou esta quinta-feira um aumento para quase o dobro do financiamento do programa Bolsa de Acesso à Cultura, destinado a dar acesso e massificar o ensino das artes em Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva fez este anúncio na cidade da Praia, no Dia Nacional da Cultura, efeméride que vai ser assinala com iniciativas culturais em várias ilhas do arquipélago.

Criado em 2016 e com início em 2017, a BA Cultura começou por ter um financiamento de 11,1 milhões de escudos cabo-verdianos (cerca de 101.190 euros), passando para 10,19 milhões de escudos cabo-verdianos (92.531 euros) em 2018. Em 2019, o financiamento será de 20 milhões de escudos (cerca de 181.530 euros).

No primeiro ano de funcionamento, o BA Cultura apoiou 1.167 bolseiros de 42 escolas, localizadas em nove ilhas.

Segundo a coordenadora do programa, Indira Lima, a BA Cultura originou 65 postos de trabalho direto e registou um aumento das candidaturas.

Na sessão de apresentação do relatório do programa (2017/2018), que contou com a atuação de alunos da escola Escala Maior e ainda de testemunhos de professores, pais e crianças beneficiárias do projeto, Indira Lima referiu que a área mais frequentada foi a música, o teatro, mas também o artesanato, entre outras.

O primeiro-ministro sublinhou a importância do programa ser promovido e lançado “ainda mais”.

“Os méritos são evidentes e venho aqui para anunciar que, a partir do próximo ano, vamos aumentar o orçamento” para 20 milhões de escudos, afirmou, frisando que o valor quase que duplica.

O chefe do Governo adiantou que este aumento do orçamento significa “mais crianças, mais jovens a terem acesso em todas as ilhas e concelhos, mais escolas de ensino de arte a aparecerem, a terem mais sustentabilidade, mais alunos”.

“Significa um investimento no que entendemos que é fundamental para as nossas crianças e jovens: construir um futuro em que ninguém fica de fora”, adiantou.

Para Ulisses Correia e Silva, “a cultura é o melhor instrumento para permitir essa inclusão das crianças filhas de pais com rendimento mais baixo, que muitas vezes não têm acesso a determinados bens e serviços, que as famílias com mais rendimento têm”.

“Estamos a por todos em pé de igualdade, com acesso ao ensino de arte e cultura, mas também das crianças e jovens com necessidades especiais. Uma inclusão que não deixe ninguém de fora”, disse.

Ulisses Correia e Silva comprometeu-se ainda a fazer “mais esforços para, com outros parceiros, aumentar esse financiamento”.

Segundo informação institucional, a Bolsa de Acesso à Cultura foi criada para garantir que a população com menos recursos não fique excluída da “fruição da arte” e também dar sustentabilidade às pequenas iniciativas das escolas de ensino artístico, financiando as propinas dos alunos que são de famílias com baixo poder económico, para a frequência de aulas, ateliers e workshops de pintura, dança, música, teatro.

Com este programa, o Governo pretende “financiar, por um lado, as propinas dos alunos e garantir, por outro, a sustentabilidade das iniciativas de escolas de ensino artístico, para que não haja exclusão cultural no seu todo”.

 

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