22
Qui, Out

Instagram completa 10 anos. Conheça 10 momentos chave da rede social

Arte e tecnologia
Tipografia

Rede social completa uma década com cerca de 1 bilhão de usuários e uma história que acompanha a consolidação do poder das empresas de tecnologia. O ‘Terra Nova’ relembra eventos que definiram os rumos da plataforma.

 

O Instagram completa 10 anos de existência na terça-feira (6) como uma das quatro maiores redes sociais atuais em número de usuários e de engajamento, ao lado do Facebook, do Twitter e do TikTok.

São cerca de 1 bilhão de usuários do aplicativo, que pertence ao Facebook, no mundo todo. O Instagram evoluiu como um espaço para conteúdos positivos e muitas vezes aspiracionais, tornando-se um terreno fértil para o desenvolvimento de uma cultura que gira em torno de influenciadores digitais e que movimentou 8 bilhões de dólares em 2019, segundo o site Business Insider.

Como se tornou comum quando o assunto são plataformas de tecnologia, o impacto do Instagram divide opiniões.

Para alguns analistas da área, a rede de compartilhamento de fotos é a melhor plataforma social da atualidade, por ter um fluxo menor e mais leve de informações na comparação com as demais. Para outros, é um local que contribui para consolidar ainda mais os efeitos negativos das redes sociais na saúde mental de seus usuários.

Abaixo, o Terra Nova relembra 10 momentos-chave da história do Instagram.

2010: A criação do Instagram

A rede social foi criada pelos programadores Mike Krieger e Kevin Systrom. Na época, eles haviam desenvolvido um aplicativo de compartilhamento de localização similar ao Foursquare chamado Burbn, que tinha uma opção de compartilhamento de imagens que fez sucesso entre os usuários. Ao perceber a popularidade da funcionalidade, os empresários decidiram mudar o rumo e criar um local dedicado exclusivamente à publicação de fotografias.

2012:  A chegada ao Android

Por dois anos, o Instagram foi um aplicativo exclusivo para os usuários de dispositivos iOS, como o iPhone da Apple. Em 2012, o app chegou ao sistema Android, do Google, e consequentemente a milhões de novos usuários. Essa ampliação de horizonte desagradou parte dos entusiastas mais antigos do Instagram, que sentiram que o espaço estava sendo invadido por pessoas que não entendiam a cultura da plataforma. Essa linha de argumentação, recorrente na internet, foi vista por muitos como elitista.

2012:  A compra pelo Facebook

No mesmo ano em que chegou aos usuários Android, o Instagram foi comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólar. A aquisição foi criticada por analistas de tecnologia e por especialistas em direito, que viram na transação o início da formação de um monopólio digital. Na época com cerca de 30 milhões de usuários, o Instagram era visto como uma ameaça pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

2016: O lançamento dos stories

A chegada da função stories marcou uma grande mudança no ecossistema do Instagram. Ela passou a permitir a publicação de fotos e vídeos curtos que desapareciam depois de 24h, em paralelo às postagens permanentes que ocupam a linha do tempo do aplicativo. A funcionalidade foi construída para fazer frente ao Snapchat, aplicativo popular à época que funcionava exatamente desse jeito e que recebeu – e recusou – uma proposta de compra pelo Facebook.

2016: O uso político nas eleições americanas

Embora não tenha sido tão usado quanto o Facebook, o Instagram também teve seu papel no mar de desinformação que marcou as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, com o compartilhamento de cerca de 120 mil imagens de apoio a Donald Trump ou de ataque à sua opositora, Hillary Clinton, a partir de informações falsas, com interferência de agentes russos. O posicionamento do Facebook é de que tais conteúdos de fato circularam e atingiram 20 milhões de usuários, mas, para o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, não tiveram impacto real nos rumos do pleito.

2018: O lançamento do IGTV

Para fazer frente ao YouTube, o Instagram lançou, em 2018, o IGTV, seção dentro do ambiente da rede social que permite o compartilhamento de vídeos longos. Apesar de ter alguma adesão, a funcionalidade não conquistou a mesma força da plataforma de vídeos do Google.

2018:  A saída dos fundadores

Em 2018, Mike Krieger e Kevin Systrom se demitiram sem muitas explicações. Um ano depois, foi revelado pela revista Wired que a relação entre os dois e a alta cúpula do Facebook, em especial Zuckerberg, era marcada por tensões devido a discordâncias em relação aos rumos do aplicativo.

2019: O fim do número de likes

Em julho de 2019, o Instagram começou a ocultar o número de curtidas de determinada foto do público geral. Com a mudança, apenas quem compartilhou a imagem tem acesso à essa informação. A decisão foi uma resposta a diversas pesquisas que mostraram que a busca por likes é um fator que pode trazer efeitos negativos à saúde mental dos usuários, já que a rede é conhecida por trazer conteúdos que mostram apenas as melhores partes da vida dos usuários, contribuindo para a criação de um ideal de sucesso e de beleza inalcançáveis.

2020: As lives durante a pandemia

Durante a pandemia do novo coronavírus, transmissões ao vivo –  em especial as musicais – se tornaram febre nos stories do Instagram, ao se utilizarem de uma funcionalidade presente no aplicativo desde 2016, mas que não tinha sido utilizada massivamente como em 2020. Sem a possibilidade de realizar shows presenciais, as lives se tornaram centrais para músicos e bandas.

2020: O lançamento do reels

Em mais uma tentativa de fazer frente a concorrentes, o Instagram lançou, em agosto de 2020, o reels, funcionalidade para a publicação de vídeos curtos, com o intuito de competir com o aplicativo chinês TikTok. Ainda não se sabe o tamanho da adesão da novidade.

TN com o Nexo Jornal  

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS