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Sab, Fev

Qual é o lugar dos tablets 10 anos após o lançamento do iPad

Arte e tecnologia
Tipografia

Criada para ser um intermediário entre o smartphone e o laptop, categoria de produtos completa uma década com vendas estagnadas.

 

O iPad completou uma década de vida. Em 27 de janeiro de 2010, Steve Jobs apresentou a novidade ao mundo em uma de suas tradicionais apresentações. “É uma nova categoria de produtos”, afirmou o executivo, que viria a morrer pouco mais de um ano depois.

No palco, a Apple prometia oferecer aos usuários um aparelho que conseguiria unir a praticidade e a portabilidade de um iPhone com o poder de processamento de um MacBook. O dispositivo foi idealizado com o propósito de oferecer conforto para consumir diferentes conteúdos (filmes, jornais, livros) e ferramentas para maximizar a produtividade do usuário.

Com o anúncio do iPad, começou a Era dos Tablets: a Apple abria um caminho no qual seria perseguida pelas concorrentes.

Dez anos depois, as vendas dos tablets caíram no mundo todo, e uma tendência que prometia ser duradoura perdeu forças globalmente.

Um histórico dos tablets

Antes ganhar contornos definitivos por meio da Apple, o conceito de tablets já tinha aparecido algumas vezes.

Na literatura, Isaac Asimov criou o “calculator pad” no livro “Fundação”, de 1951. Nos cinemas, em 1999, “Star Wars: A Ameaça Fantasma” mostrou ao público os “datapads”.

Já na vida real, a Microsoft tentou emplacar algo similar a um tablet em 2001. O Tablet PC era uma tecnologia que podia ser fabricada por outras empresas, desde que seguisse alguns requisitos básicos: ter uma tela com suporte à caneta touch e uma versão do Windows XP feita especialmente para esses aparelhos.

As vendas não foram expressivas, e a Microsoft descontinuou o Tablet PC.

Após o anúncio do iPad, apresentado como algo tão revolucionário quanto o iPhone, outras fabricantes tentaram emplacar seus tablets. A Samsung apostou no Galaxy Tab; a HP, no TouchPad; a Amazon, no Fire HD; e a Asus, no Transformer Pad.

Porém, o domínio da Apple nesse mercado sempre foi expressivo e isso deve-se ao fato de a Apple comandar a produção tanto do hardware – o aparelho em si – , quanto do software – o sistema operacional – , conseguindo otimizar a performance do dispositivo ao máximo.

O ecossistema da Apple é um dos atrativos para os usuários da marca. A empresa oferece uma integração simples e imperceptível de diferentes dispositivos, o que faz com que toda a sua família de produtos se comporte como um único grande organismo.

Os números dos tablets

Apesar da Apple dominar o mercado de tablets, os números de vendas dos iPads caíram ao longo dos anos. O dispositivo atingiu seu ápice no ano de 2013, quando 70,9 milhões de unidades foram vendidas globalmente.

As razões para a queda

Como razão principal para a diminuição no ritmo de vendas dos tablets, especialistas  citam a praticidade dos smartphones, que canibalizam os dispositivos maiores.

O tablet tinha a promessa de ser a ferramenta de produtividade que ia substituir o laptop, mas  não conseguiu nem substituir o celular, nem atingir o potencial de um laptop.

As telas menores dos smartphones também estão sendo dribladas pela indústria. Uma tendência que cresceu no ano de 2019 e tem projeção para aumentar ainda mais é a de telas dobráveis de expansão, que permitem que os celulares tenham uma tela maior, mas ainda sim mantenham seu tamanho compacto.

O site especializado WCCTech afirma que a queda nas vendas de tablets se deu porque os dispositivos se mantiveram num formato rígido, não oferecendo novidades significativas ao usuário ao longo dos anos.

Apesar da diminuição no ritmo de vendas ao público geral, os tablets são muito utilizados em certas profissões. Artistas visuais, como ilustradores e designers, usam canetas touch diretamente na tela dos dispositivos para criar desenhos e pinturas.

 

Mesmo com a estagnação de vendas, as fabricantes de tablets seguem apostando nos aparelhos. Apple e Samsung, principais empresas do mercado, lançam novas versões do iPad e do Galaxy Tab anualmente.

 

TN - Com informações do Nexo

 

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