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Ter, Nov

Entenda o que o computador quântico do Google faz de tão diferente

Arte e tecnologia
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O Google anunciou um grande avanço na computação quântica, dizendo que o seu processador quântico experimental completou em apenas minutos uma computação que teria levado num supercomputador tradicional milhares de anos. O Terra Nova explica o poder da computação quântica.

O que é computação quântica e por que esse anúncio importa? 

Computadores mais rápidos 

De um jeito simples, a computação quântica permite a realização de cálculos ou a execução de comandos de uma maneira incomparavelmente mais rápida do que em computadores tradicionais. Embora as expectativas no plano teórico sejam altas, na prática as facilidades permitidas pela tecnologia ainda estão relativamente distantes do público. Num artigo que se propõe a explicar computação quântica, o jornalista Ryan F. Mandelbaum, da Gizmodo, diz que computadores quânticos, seja pelo fato de demandarem refrigeração próxima de zero absoluto (-273,15 °C) para funcionar, ou pelo preço ainda altíssimo, não deverão habitar os lares comuns nem hoje e talvez nem amanhã. Mas avalia que o mais provável é que computadores clássicos interajam com computadores quânticos quando precisarem de um processamento infinitamente superior aos seus. “Você provavelmente ouvirá sobre benefícios da computação quântica nos próximos anos, como avanços na bioquímica, mas outras vantagens podem demorar 20 anos. Além disso, não há qualquer prova de que computação quântica seja melhor que computação clássica. Ainda”, diz. 

A computação quântica representa, portanto, a possibilidade de se criar máquinas capazes de transmitir e processar informações a uma velocidade muito superior a que estamos acostumados. No dia a dia, essa necessidade pode ser representada por um aplicativo que deve determinar a rota mais rápida entre nós e o nosso destino. No contexto de quem precisa lidar com uma quantidade muito grande de dados (big data), ou ainda avaliar um número grande de alternativas para se chegar ao melhor resultado – como nas áreas de química e física, ou ainda em pesquisas que envolvam inteligência artificial ou probabilidades de ocorrência de eventos futuros –, a computação quântica pode vir a representar uma ferramenta de trabalho revolucionária. 

Qubits?

Quando pensamos em computação quântica, deixamos de lado os bits e nos familiarizamos com os qubits. A diferença é simples: na computação clássica, toda e qualquer informação é armazenada ou processada na forma de bits em um intervalo de 0 e 1; enquanto na computação quântica os qubits podem assumir inúmeros estados entre 0 e 1. Este fenómeno é chamado de superposição e cria o potencial para desenvolver cálculos de forma mais rápida do que computadores tradicionais.

Adeus à dualidade de estados

 

De acordo com os princípios da Mecânica Quântica os qubits podem apresentar vários estados. Assim, uma partícula pode estar em diferentes estados simultaneamente, o que caracteriza o processo da superposição.

TN com informações do Olhar Digital 

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