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Qua, Ago

Diz-me o que comes e dir-te-ei como é o teu cérebro

Estilos de Vida
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A boa saúde física e mental (e também emocional, diga-se) depende em grande parte do que comemos diariamente. Por ter um efeito direto - para o bem e para o mal - no nosso organismo, no funcionamento do metabolismo e dos mais variados órgãos, a alimentação é um dos aspetos mais importantes na procura de uma melhor qualidade de vida.

No que diz respeito à saúde mental, o segredo para o sucesso está na escolha acertada dos alimentos, escolha essa que deverá fazer parte de um plano alimentar saudável e variado.

Embora a alimentação deva ser algo pessoal e que se encaixe nas necessidades de cada pessoa, existem alimentos que, de uma forma geral, têm um impacto positivo e um impacto negativo na saúde mental.

Comecemos pelos amigos da mente. Como destaca o site Eat This, Not That!, entre os principais aliados do cérebro - seja para promover a memória ou para travar/atrasar o declínio cognitivo - está o chá de camomila, uma bebida com poder relaxante e que promove uma boa qualidade de sono, fator fundamental para um cérebro forte e saudável. Ainda no que diz respeito à capacidade de relaxar, nada como apostar em alimentos ricos em magnésio, sendo o feijão preto um dos melhores, visto que também promove a sensação de saciedade e exerce um poder benéfico na corrente sanguínea.

Como lhe mostrámos aqui, a vitamina D tem inúmeras funções no organismo, sendo a prevenção de estados depressivos uma das mais importantes, por isso, o consumo de ovos - e outros alimentos ricos nesta vitamina do sol - é uma mais-valia para quem pretende assegurar a boa saúde mental, que também fica beneficiada com o consumo de manteiga de amêndoa, uma guloseima rica em vitamina E (antioxidante), conhecida por reduzir o risco de declínio cognitivo e Alzheimer.

Ainda no que diz respeito às vitaminas, a vitamina K é mais uma amiga do cérebro, podendo ser encontrada nos brócolos, vegetal conhecido por travar episódios de perda de memória.

Por ajudar a combater a gordura acumulada e por reforçar o sistema imunitário, o abacate é mais um dos alimentos que deve ser incluído com frequência na alimentação, tal como o salmão selvagem, rico em ácidos gordos ómega 3, um dos compostos que mais beneficia o cérebro em qualquer fase da vida.

O tomate, o mirtilo e a beterraba são outros alimentos 'coloridos' que dão saúde ao cérebro a curto, médio e longo prazo, diz a publicação, que inclui ainda o chá verde, as nozes e o açafrão-das-índiasentre os outros aliados da mente saudável. Esta última especiaria, diz a ciência, é capaz de prevenir e aliviar os sintomas de Alzheimer, diz o site.

O óleo de coco tem uma grande concentração de triglicerídeos de meia cadeia que ajudam as cetonas que são usadas como combustível para as células do cérebro, assumindo-se como um 'boost' para a mente. Mas há mais. A neuro-nutrição é conhecida pelos benefícios e pela variedade, incluindo ainda os espinafres, também rico em vitamina K.

Mas se já sabemos o que faz bem à mente, importa também saber o que faz mal e que deve ser excluído ao máximo da alimentação diária. Neste leque de inimigos inclui-se todo e qualquer bolo/pão/bolacha/biscoito processado, uma vez que se trata de um alimento oco em nutrientes e repleto de calorias oriundas de gorduras saturadas, sódio e açúcar. E por falar em sódio, o molho de soja é também de evitar, pois uma simples colher de sopa oferece 40% da dose diária recomendada de sódio.

Os sumos empacotados, com ou sem gás, são também de evitar, assim como o atum em lata, que não deve ser consumido mais do que duas vezes por semana devido ao risco de mercúrio existente.

 

 

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