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Qui, Out

Fundo do Ambiente: Moisés Borges nega favorecimento a câmaras do PAICV

Sociedade
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O antigo diretor-geral do Ambiente de Cabo Verde Moisés Borges, que o Ministério Público pretende acusar na investigação à gestão do Fundo do Ambiente, negou hoje qualquer favorecimento a autarquias do PAICV e “discriminação” das lideradas pelo MpD.

Moisés Borges, atual deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição desde 2016), reagiu no parlamento, durante a primeira sessão ordinária de outubro, ao ser confrontado por outros deputados com o teor da acusação do Ministério Público (MP), que a Lusa noticiou em setembro, relativo a uma investigação iniciada em 2015.

“Vão ter que provar no tribunal aquilo que disseram em relação à minha pessoa. Estejam cientes que vão todos ter que se justificar”, avisou, durante a sua intervenção, após as críticas à alegada discriminação, de 2012 a 2015, dos municípios liderados pelo Movimento para a Democracia (MpD, no poder) no apoio a projetos através do fundo do Ambiente e suposto favorecimento das autarquias e associações lideradas por militantes do PAICV.

“Das 45 associações que trabalharam com o fundo do Ambiente, apenas oito eram dirigidas por pessoas ligadas ao PAICV”, afirmou Moisés Borges, negando igualmente qualquer discriminação em relação a autarquias na concessão destes financiamentos.

Explicou mesmo que nos anos em causa, foram distribuídos mil milhões de escudos (nove milhões de euros) do fundo do Ambiente, dos quais 400 milhões de escudos (3,6 milhões de euros) “foram para municípios do MpD”.

“Estamos conversados com relação a essa lengalenga da discriminação dos municípios do MpD”, disse ainda, prometendo “desmontar” o que apelidou de “farsa”, sendo esta a primeira vez que se pronunciou sobre a acusação do MP, que lhe imputa, neste processo, a prática de um crime de corrupção passiva.

 

TN com Lusa