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Ter, Nov

Dizer que caso Arnaldo Silva é perseguição política "é um absurdo", diz PRG

Sociedade
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O PGR, Óscar Tavares, questionou hoje como é que o “caso de detenção de Arnaldo Silva” pode ser considerado de perseguição política se não há nenhum titular de cargo político como arguido ou suspeito. 

 

Interrogado sobre como via as críticas dirigidas ao MP de que no caso dos terrenos envolvendo o advogado Arnaldo Silva, o MP quer atingir o PM, Óscar Tavares considera que é um absurdo.

“Do ponto de vista daquilo que é o processo é um absurdo porque neste processo não há nenhum titular de cargos políticos como arguido e não há nenhum titular de cargos políticos como suspeito”, disse Tavares aos jornalistas considerando que “se não há suspeito, titular de cargo político e se não há arguido, titular de cargo político como é que pode haver perseguição política?”

Óscar Tavares, porém, mostra-se preocupado “considerando o contexto em que nós estamos” porque, segundo explicou, “subliminar a esta ideia há algo preocupante. É querer ter um MP controlável pelos outros poderes e querer um MP que não tenha a capacidade de capacidade de conseguir prosseguir, independente do poder que as pessoas possam ter”. 

Instado a revelar a identidade dos outros seis suspeitos, Tavares limitou-se a escudar-se no segredo de justiça para pedir “serenidade e calma” porque, disse, “o MP não irá desviar um milímetro daquilo que é a sua obrigação institucional que é realizar a investigação com plena autonomia”. 

Entretanto, o PGR vai avisando que “ninguém está acima da lei e todos tem a obrigação de poder responder”.

Sobre as ameaças que ele supostamente esteja a ser alvo, Tavares, avisa que o seu caminho é para frente. “Nada, absolutamente nada nos irá desviar de cumprirmos, no quadro constitucional e no quadro legal, aquilo que é nossa obrigação”.  

 

TN - Redação