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Defesa leva detenção de Alex Saab em Cabo Verde às Nações Unidas

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A defesa do colombiano Alex Saab, alegado testa-de-ferro de Nicolás Maduro, denunciou Cabo Verde nas Nações Unidas pelos “obstáculos que colocou arbitrariamente” aos advogados que o defendem no país, onde está detido desde junho, foi hoje anunciado.

Citado pela Lusa, a assessoria de imprensa da equipa de defesa internacional do empresário colombiano, liderada pelo antigo juiz espanhol Baltasar Garzón, refere que a participação foi feita ao relator especial das Nações Unidas sobre a independência dos juízes e advogados, Diego Garcia-Sayán.

O recurso a este órgão do Conselho de Direitos Humanos da ONU pretende “solicitar uma comunicação urgente ao Governo da República de Cabo Verde sobre os obstáculos que colocou arbitrariamente” na atuação dos advogados de defesa de Alex Saab, que afirma que quando foi detido viajava com passaporte diplomático, como “enviado especial” do Governo da Venezuela ao Irão. Na participação é exposta uma “lista de factos e informações de base”, ocorridos alegadamente desde que Alex Saab foi detido “arbitrariamente” e “ilegalmente” desde junho.

“Em primeiro lugar, porque é uma pessoa com inviolabilidade diplomática incluída no Direito Internacional (de facto, na sua viagem trazia documentação que o comprovava como enviado especial, como agente diplomático, e que lhe foi confiada pelas autoridades cabo-verdianas sem dar reconhecimento a esta qualidade); e, em segundo lugar, porque a detenção se baseou num alegado Alerta Vermelho da Interpol solicitado pelos EUA, que mais tarde foi considerado inexistente, uma vez que foi elaborado um dia mais tarde”, justifica a defesa.

Fonte: Lusa