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Ter, Dez

5 fatos sobre a diabetes, doença que cresce a um nível ‘dramático’ no mundo e em Cabo Verde

Saúde
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Segundo relatório da OMS, em 2016  8,5% da população mundial tinha a doença. É o dobro do registrado nos anos 1980. 

 

A Organização Mundial da Saúde divulgou em abril de 2016 um relatório global sobre a diabetes. E os números são impressionantes: na altura meio bilhão de pessoas no mundo são portadoras da doença, o equivalente a 8,5% da população mundial adulta. 

É um número duas vezes maior ao registrado na década de 1980. O aumento foi classificado pela OMS como “dramático”. A organização atribuiu, na altura, o aumento principalmente ao aumento do sobrepeso e da obesidade.

No relatório, a organização recomendava que governos adotem políticas públicas para melhorar os hábitos de saúde da população. Isso significa, por exemplo, aumentar os impostos sobre alimentos com altas taxas de açúcar e gordura.

O impacto dos números também é financeiro. Estima-se que despesas relacionadas ao tratamento do diabetes cheguem a 827 bilhões de dólares anualmente no mundo.

Em Cabo Verde, a diabetes prevalece mais em pessoas de terceira idade mas, de acordo com  a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, Maria da Luz Lima, há cada vez mais crianças com a doença. 

 

A diabetes no mundo hoje

DOENÇA É RELACIONADA AO ESTILO DE VIDA

A diabetes tipo 1 normalmente começa na infância, e não estão claros, ainda, os fatores que levam ao seu aparecimento. O relatório da Organização Mundial da Saúde refere-se à diabetes tipo 2, doença relacionada a fatores genéticos e também ambientais, como o estilo de vida. O excesso de peso e falta de atividade física são, segundo a OMS, os principais fatores que levaram a um aumento na incidência dela. Hoje um terço da população mundial está acima do peso. E uma a cada dez é obesa. Em 2010, apenas um quarto da população mundial acima de 18 anos praticava algum tipo de atividade física. Outros fatores, como o hábito de fumar e a qualidade da nutrição na primeira infância, também estão relacionados ao aparecimento da doença.

MILHÕES DE MORTES ESTÃO RELACIONADAS A ELA

A doença pode gerar complicações como ataque cardíaco, derrame, cegueira e problemas no fígado. Em 2012, a diabetes foi responsável por provocar 1,5 milhão de mortes no mundo. Outras 2,2 milhões de pessoas morreram devido à doenças relacionadas ao aumento do nível de glicose no sangue, fator que precede a diabetes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 43% dessas mortes foram em pessoas com menos de 70 anos.

AUMENTOU O NÚMERO DE DIABÉTICOS ENTRE OS MAIS POBRES

Países mais pobres tiveram um aumento de mortes prematuras relacionadas à diabetes. As taxas são mais altas em países do Oriente Médio, sudeste da Ásia e África. Segundo a OMS, isso acontece, em parte, porque a alimentação nestes lugares está piorando. Além disso, a pobreza também está relacionada a um menor nível de atividade física. “Os grupos mais pobres da sociedade, especialmente as mulheres, tendem a ter menos tempo e recursos para participar de atividades de lazer”, diz o relatório.

PAPEL DOS GOVERNOS É ESTIMULAR ESCOLHAS SAUDÁVEIS

Para combater a alta incidência da doença, a OMS diz que os países devem adotar medidas que possibilitem às pessoas tomarem melhores decisões relacionadas à alimentação. Por exemplo: adotar medidas fiscais que diminuam o preço dos alimentos saudáveis e que aumentem o custo daqueles ricos em gordura, sal e açúcar. A OMS também pede um endurecimento da regulação relacionada esse tipo de aumento, como restringir o marketing e promover orientação nutricional nos rótulos.

PREVENÇÃO COMEÇA NA INFÂNCIA

Medidas de alimentação saudável na gravidez e nos primeiros anos de vida são fundamentais para o combate à doença. A OMS destaca o papel da amamentação, relacionada a uma queda na incidência do diabetes, e reforça a recomendação de que o aleitamento materno seja o alimento exclusivo do bebê de até seis meses e seja mantida por dois anos de idade. Também recomenda medidas que diminuam o consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sal na infância.

 

TN - Redação 

 

 

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