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Ter, Jun

HIV/SIDA: mais de 18 milhões recebem tratamento

Saúde
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Mortes anuais pela doença caíram 45% no mundo. Campanha alerta para diagnóstico precoce.

 

Mais de 18 milhões de pessoas estão recebendo tratamento para Sida, 1,2 milhão a mais do que no final do ano passado, informou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida (ONU/Sida). Em um relatório sobre a pandemia da Sida, que já infectou 78 milhões de pessoas e matou 35 milhões desde que teve início, nos anos 1980, a ONU/Sida disse que a intensificação consistente dos tratamentos fez as mortes anuais relacionadas à doença diminuírem 45%, chegando a 1,1 milhão em 2015 - o pico foi de cerca de 2 milhões em 2005.

“Agora que mais pessoas com o vírus vivem mais tempo, temos que enfrentar os desafios de cuidar delas à medida que envelhecem, de evitar que o vírus se dissemine e de reduzir novas infecções, embora os remédios possam diminuir os níveis de vírus no sangue dos pacientes para quase zero e reduzir significativamente o risco de transmiti-lo”, afirmou a ONU/Sida. "O progresso que fizemos é notável, particularmente nos tratamentos, mas também é incrivelmente frágil", disse o diretor-executivo da ONU/Sida, Michel Sidibé, por ocasião da publicação do relatório, às vésperas do Dia Mundial de Combate à Sida, celebrado em 1º de dezembro.

O documento revela que as pessoas são especialmente vulneráveis ao vírus em certas épocas da vida. O estudo fez uma abordagem de "ciclo de vida" para oferecer ajuda e medidas preventivas a todas as pessoas em todas as fases da vida. Uma das constatações é que, à medida que as pessoas portadoras da HIV envelhecem, correm o risco de desenvolver efeitos colaterais do tratamento, criando resistências aos medicamentos e necessitando de cuidados para outras doenças, como tuberculose e hepatite C. Em 2015, quase metade (440.000 de 1,1 milhão) das pessoas que morreram de uma doença relacionada à Sida morreram de tuberculose, incluindo 40.000 crianças.

O relatório também citou dados da África do Sul, onde mulheres jovens que se infectam com o vírus, com frequência, o recebem de homens mais velhos, e disse que a prevenção é vital para acabar com a epidemia entre esse grupo e interromper o ciclo de infecção de HIV. "As mulheres jovens estão enfrentando uma ameaça tripla", disse Sidibé. "Elas têm alto risco de infecção de HIV, taxas baixas de exame de diagnóstico e pouca adesão ao tratamento", completou.

O documento, que afirma que o número de pessoas com HIV recebendo remédios que salvam suas vidas é de 18,2 milhões, também mostrou que o progresso rápido na obtenção de medicamentos para Sida para os necessitados está tendo um impacto significativo no prolongamento de suas vidas. Em 2015 havia 5,8 milhões de pessoas acima de 50 anos vivendo com HIV, mais do que nunca. A ONU/Sida disse que se as metas de tratamento forem alcançadas - a entidade pretende ter 30 milhões de pessoas em tratamento até 2020 - esse número irá disparar.

 

Resumo global da epidemia

(2015 /*2016)

Número de pessoas vivendo com HIV

Total: 36,7 milhões

Adultos: 34,9 milhões

Mulheres: 17,8 milhões

Crianças (<15 anos): 1,8 milhão

Número de novas infecções

Total: 2,1 milhões

Adultos: 1,9 milhão

Crianças: 150.000

 

Mortes relacionadas à Sida

Total: 1,1 milhão

Adultos: 1,0 milhão

Crianças: 110.000

 

Número de pessoas em tratamento

 

*Total: 18,2 milhões (em junho 2016)

 

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