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Seg, Jul

UNTC-CS admite apresentar queixa contra um grupo de pessoas por “actos caluniosos e difamações”

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A União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) admitiu hoje apresentar uma queixa-crime contra um grupo de pessoas face à “sequência de actos caluniosos e difamações” perpetrada contra a secretária-geral desta organização.

Em conferência de imprensa, hoje, a secretária-geral desta central sindical, Joaquina Almeida, disse que desde o ano passado ela tem sido alvo de “ataques sucessivos” na comunicação social e não só, por um grupo de um “restrito e identificado” de pessoas, cujo propósito único é “confundir a opinião pública, desestabilizar e denegrir” a imagem da UNTC-CS”.

A principal acusação, recorde-se, é a de que a secretária-geral da UNTC-CS pratica assédio moral e perseguição na organização, tendo elegido alegadamente como alvo a trabalhadora da central, Ana Cristina Vieira Garcia, que foi despedida.

A secretária-geral da UNTC-CS é acusada por algumas pessoas também de “má gestão e pretenso favorecimento de pessoas de sua convivência”.

Sem avançar os nomes das pessoas, que segundo ela “vem lesando a sua imagem e o seu bom nome”, Joaquina Almeida disse que este grupo vai responder por crime de difamação e injúria.

Joaquina Almeida esclareceu que o despedimento da trabalhadora Ana Cristina Vieira Garcia veio na sequência de dois processos disciplinares instaurados a esta funcionária num curto espaço de tempo, menos de seis meses, por ter cometido “infracções graves”, tendo chegado ao ponto de arremessar um envelope contendo dinheiro contra a secretária-geral da UNTC-CS, “gritando e desrespeitando” determinações emanadas da mesma.

O segundo processo, “mais grave” do que o primeiro, segundo Joaquina Almeida, consistiu na “subtracção de documentos contabilísticos” da central sindical para “facultar a terceiros para usar contra a secretária-geral”, numa reunião de um grupo de dirigentes sindicais.

Sobre o caso da trabalhadora Ana Cristina Vieira Garcia, a secretária-geral da UNTC-CS afirmou que a sua central sindical agiu em conformidade com a lei.

A sindicalista disse ainda que “não admite ingerência na gestão administrativa” da central sindical, referindo-se a “algumas declarações” alegadamente proferidas pelo membro do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Santiago (STAPS), Arnaldo Cardoso, na comunicação social sobre este e outros casos.

Relativamente à acção judicial intentada pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT) contra UNTC-CS, na pessoa da secretária-geral, por assédio moral, Joaquina Almeida explicou que o tribunal não encontrou razões e “nem fundamentos de facto e de direito” para declarar culpada a central sindical pelas acusações proferidas por aquela instituição.

O STAPS anunciou ter apresentado uma denúncia contra a secretária-geral da UNTC-CS junto da Organização Internacional de Trabalho (OIT) e pede demissão da responsável sindical.

Arnaldo Cardoso reafirmou recentemente algumas acusações tornadas públicas no dia 05 de Janeiro, contra Joaquina Almeida, secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS).

De entre as acusações, destacou, estão os “conflitos permanentes” com os sindicatos filiados nessa central sindical, a “sonegação de informações, a prática de assédio moral aos funcionários da UNTC-CS e despedimento” de uma das funcionárias mais antiga da central sindical, Ana Cristina Garcia.