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Eco, moeda única da CEDEAO, já foi adoptada e entrará em vigor até 2020

Economia
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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) terá uma moeda única. Ela será chamada de Eco e entrará em vigor até 2020. Eco foi adotada sábado passado em Abuja numa reunião da organização regional à qual pertencem 15 países membros, entre os quais Cabo Verde.

Durante trinta anos, os países (oito dos quais utilizam o franco CFA, indexado ao euro de acordo com uma paridade fixa garantida pela França) discutiram a possível adoção dessa moeda. 

Muitos analistas vêem nesta moeda um forte risco para as economias locais, mesmo que, sem dúvida, sua adoção tenha um forte valor simbólico do ponto de vista político. Seria a separação definitiva da França, um antigo poder colonizador e, ao mesmo tempo, representaria um forte desejo de autonomia. De acordo com relatos dos media locais, há "uma firme vontade política" na região de ter uma moeda única em breve.

Cabo Verde não está interessado em adoptar a Eco. O Governador do BCV, João Serra desaconselha firmemente essa iniciativa. 

“Nós quase não temos relacões económicas com a África: quer com a CEDEAO e quer com a África no seu todo. Portanto nós defendemos que do ponto de vista técnico, que a adesão de Cabo Verde à moeda única da CEDEAO não vale a pena, não trará benefícios que eventualmente pudessem suplantar os benefícios que temos agora com o regime fixo face ao euro” disse numa intervenção em setembro de 2018 durante a comemoração dos 20 anos do acordo cambial com Portugal.

Durante a reunião em Abuja, o Presidente Muhammadu Buhari entregou a presidência da CEDEAO ao Presidente da República do Níger Mahamadou Issoufou. O prémio da CEDEAO também foi concedido ao ex-secretário-geral da ONU, Koffi Annan (em memória) e a Ameyo Adadevoh, graças a cuja intervenção foi possível conter a disseminação do vírus Ebola na Nigéria.

TN - Redação (Com informações da Revista África)

 

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