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Qui, Jul

“O futuro do trabalho é a dignidade da pessoa humana” - Fernando Elísio Freire

Economia
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Fernando Elísio Freire, ministro de Estado, disse esta manhã, que o futuro do trabalho é a dignidade da pessoa humana e que passa por colocar cada jovem no centro da política de promoção do emprego e nas relações laborais.

Freire fez essa consideração na cerimónia de abertura do Seminário Regional sobre o tema “O Futuro do Trabalho – O Trabalho Pós Laudato Si e o Emprego Jovem”, que decorre na Biblioteca Nacional de hoje até quinta feira, dia 9. 

“Quem cria emprego cria condições básicas para a inclusão social e económica. O Governo defende e promove que a todos os cabo-verdianos devem ser garantidos uma efectiva igualdade de oportunidades na vida, no trabalho e na aquisição de bens materiais e espirituais para que vivam com dignidade”, disse o ministro no seu discurso de abertura. 

Segundo aquele governante, as opções económicas do Governo devem ir ao encontro da dignidade da pessoa humana e das liberdades, visto que a construção de uma sociedade livre e da democracia económica assim o exigem.

Perante este efeito, salientou, os caminhos devem ser por opção por modelos de desenvolvimento que elimine os desequilíbrios regionais e diminua o fosso entre ricos e pobres e promova o bem-estar das populações.

“A nossa opção assenta nos princípios da doutrina social da igreja, no bem comum da sociedade, da participação e solidariedade. O objectivo do Governo é garantir o desenvolvimento sustentado de Cabo Verde (…) pleno emprego, aumento de rendimento médio e melhor qualidade de vida para todos”, assegurou.

Neste âmbito, adiantou que o Governo está a executar uma política social que privilegia a inserção social em vez da subsidiação, a construir parcerias entre estado, autarquias locais e sociedade civil, com reconhecimento do papel fulcral das instituições religiosas e privadas de solidariedade social.

Lembrou ainda no seu discurso que o desenvolvimento inclusivo pressupõe ainda, para além de políticas activas, a igualdade de género, o emprego decente de modo a impulsionar a extensão social dos mais favorecidos, com base no mérito de acesso ao trabalho.

Por sua vez, a presidente da Associação de Gestores, Empresários e Profissionais Católicos de Cabo Verde (AGEPC-CV), Miluci dos Santos, que aproveitou da ocasião para desejar a todos uma boa estadia em Cabo Verde e augurando debates com capacidade, sublinhou que o melhor deste seminário será divulgado na declaração da Praia.

“De certeza que as políticas públicas dos governos sejam diferentes e direccionados para os jovens, com o trabalho da humanização e um trabalho decente para os jovens”, disse.

Já a coordenadora do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, a área do trabalho é tão crucial para o mundo e para o continente, pelo que é preciso saber aproveitar as mudanças transformadoras, para a edificação de sociedade economicamente mais inclusiva.

“Os jovens estão no centro dessas mudanças. A problemática do emprego jovem é um desafio que afecta todos os países do mundo e na região da África Subsariana os jovens trabalhadores são mais propensos a viver na pobreza do que os adultos”, ajuntou.

De acordo com Ana Graça, existe cerca de 12 milhões de jovens no desemprego, 65 milhões que trabalham mas vivem ainda na pobreza e 15% que não têm emprego ou acesso a formação.

O representante da Organização Mundial do Trabalho, face a estes dados adiantou que a organização quer que a nível mundial se promova os princípios de trabalho decente para todos e optar por soluções que colocam as pessoas no centro das políticas públicas.

No seminário de três dias, promovido pela AGEPC-CV e União Internacional Cristã de Gestores e Empresários Africanos (Uniapac – África), serão debatidos temas como “Os desafios do futuro do trabalho e do emprego jovem”, “O emprego dos jovens e o empresariado: Discussão do texto adoptado em Dakar em Novembro de 2018”, “Ideias e/projetos para o futuro do trabalho e do emprego jovem em África”, entre outros.

TN com informações da Inforpress

 

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