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Sab, Ago

Zona de livre comércio africana a um passo da realidade

Economia
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Apenas três países que ainda têm de aprovar a criação da Zona Livre de Comércio Continental (ZLECAf) de 22 necessários para garantir a entrada em vigor do acordo assinado em março do ano passado em Kigali.

 

A confirmá-lo na sexta-feira (8), conforme relatado pela agência InfoAfrica, foi o Comissário da União Africana do Comércio, Albert Muchanga, fazendo um balanço da situação da ratificação do acordo para criar uma área de livre comércio continental.

De acordo com números fornecidos à margem da 32ª vértice da União Africano que decorre nestes dias em Addis Ababa e que acaba amanhã, 11 países já depositaram o instrumento de ratificação: Quênia, Gana, Ruanda, Níger, Chade, eSwatini, Guiné, Costa do Marfim, Uganda, Mali e Namíbia. Seis outros países, acrescentou Muchanga, ratificaram o acordo e se espera que depositem o instrumento de ratificação junto da União Africana nas próximas semanas:  África do Sul, Serra Leoa, República do Congo, Togo, Mauritânia e Senegal.

Dois países, no entanto, receberam dos respectivos Parlamentos a autorização para ratificar esta semana: Etiópia e Djibuti. "A este ritmo - disse o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat -, prevejo que o acordo entre em vigor antes do final de março".

O projeto a ZLCAf, um mercado único que cobriria 1,2 bilhão de pessoas, tem sido fortemente patrocinado pelo presidente de Ruanda, Paul Kagame, que, por ocasião da cimeira da UA, vai deixar a presidência do turno instituição pan-Africano para o seu homólogo egípcio Abdel Fatah al-Sisi. Conforme destaca RFI, durante o seu mandato Kagame tentou deixar a sua marca de política na instituição visando a sua modernização e, especialmente, a obtenção de maior soberania política e independência econômica.

Parece difícil encontrar entre os líderes africanos detratores das reformas iniciadas por Kagame, enquanto muitos estão preocupados que um líder com uma personalidade forte como al-Sisi poderia provocar mudanças na rota da UA impondo suas prioridades.

Recorde-se que Cabo Verde é um dos signatários do acordo desde março de 2018.  

TN - Redação 

 

 

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