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Qua, Ago

No Ruanda, há robôs na linha da frente do combate à Covid-19

Internacional
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Foram doados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e estão a contribuir para o baixo número de infetados com o novo coronavírus no país.

Akazuba, Ikirezi, Mwiza, Ngabo e Urumuri são os nomes dos cinco robôs recebidos na semana passada pelos ministros da Saúde e da Inovação do Ruanda. A sua missão é ajudar a tratar doentes com Covid-19 e minimizar riscos de contágio.

Doados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP, na sigla em inglês), os robôs estão a trabalhar no centro Kanyinya, situado na capital, Kigali.

Estes robôs estão a ser usados para medir a temperatura, monitorizar a evolução dos doentes e manter os registos médicos de cada infetado.

Conseguem rastrear até 150 pessoas a cada minuto e assim manter os profissionais de saúde mais protegidos.

Além disso, segundo o ministro da Saúde do Ruanda, Daniel Ngamije, os robôs têm a capacidade de capturar dados sonoros e visuais dos pacientes e podem notificar os profissionais de saúde sobre as anormalidades detetadas.

Os robôs irão ainda “detetar pessoas que entrem sem usar máscaras, para que, com a voz, o posto de comando possa ser rapidamente informado e responder”, adianta o ministro.

Além disso, podem fornecer refeições e medicação.

De acordo com o último balanço oficial, o Ruanda conta 336 casos confirmados de Covid-19 desde que a pandemia entrou no país, dos quais 238 já recuperaram. Não há registo de vítimas mortais.

 

Robôs-polícias na Tunísia

O Ruanda não é o primeiro país a recorrer à robótica para combater a expansão do novo coronavírus. Na Tunísia, as autoridades decidiram utilizar robôs-polícias durante o confinamento.

Estes agentes tinham como missão patrulhar as ruas da capital para assegurar que as pessoas se mantinham em casa e cumpriam as regras.

Os robôs eram controlados por polícias que verificavam os números de identidade dos cidadãos através de uma câmara.

Os robôs foram também utilizados nos Estados Unidos, em janeiro. Num hospital de Seattle, este “combatente da linha da frente” verificava os sinais vitais dos doentes, reduzindo o contacto direto entre infetados e profissionais de saúde.

TN/RR