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Dom, Mai

Países europeus, sem a Itália, reconhecem Guaidó como presidente interino da Venezuela

Internacional
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O primeiro ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou nesta segunda-feira (4) o reconhecimento do líder oposicionista do país caribenho, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela. Logo após declaração espanhola, a França, Suécia, Áustria, Dinamarca, Portugal e o Reino Unido também reconheceram Guaidó.

 

"O governo da Espanha anuncia que reconhece oficialmente o presidente da Assembleia da Venezuela, o senhor Guaidó Márquez, como presidente interino da Venezuela", declarou o premiê espanhol no Palácio da Moncloa.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Margot Wallstrom, declarou que, "na situação atual, nós consideramos Guaidó como presidente interino legítimo e o apoiamos".

"Nicolás Maduro não convocou eleições presidenciais durante o limite estabelecido de oito dias", disse o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, acrescentando que seu país, juntamente com os aliados europeus, reconheceu Guaidó como presidente interino até a realização de eleições credíveis.

O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, declarou no Twitter que "o regime de Maduro até agora se recusou a aceitar eleições presidenciais livres e justas. Por essa razão a partir de agora nós consideramos Juan Guaidó presidente interino em conformidade com a Constituição venezuelana".

O reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela foi apoiado também pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo chanceler dinamarquês, Anders Samuelsen.

A Itália ficou de fora, embora o Presidente da República, Sergio Matarella, tenha posicionado a favor do reconhecimento do Guaidó para estar alinhado com os aliados europeus, o governo de coligação entre Liga Norte e Cinco Estrelas ainda não o fez. 

Caracas enfrenta uma crise política há muito tempo, tendo sido agravada com auto proclamação do líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país no dia 23 de janeiro, enquanto o presidente reeleito Maduro culpa Washington de estar arquitetando um golpe de Estado.

Os EUA, a União Europeia e uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram seu apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Nicolás Maduro recebeu apoio da Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia, Irã e de muitos outros países.

 

TN com informações de Sputnik e Avvenire