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Ter, Dez

Convenção de Roterdão: Cabo Verde precisa urgentemente de uma lei abrangente dos pesticidas

Ambiente
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Cabo Verde precisa urgentemente de uma lei abrangente dos pesticidas que cobre não só os pesticidas para uso agrícola, mas também os de uso veterinário, na saúde pública.

 

A ideia foi defendida ontem, na Cidade da Praia pelo ponto focal de Cabo Verde para a implementação da Convenção de Roterdão sobre a utilização dos produtos químicos, durante um workshop regional.

O evento reúne na Cidade da Praia, responsáveis de São Tomé e Principe, Guiné Bissau e Cabo Verde para compartilhar os resultados do projecto “medindo o impacto da recolha de dados, no processo de tomada de decisões” e explorar as próximas etapas da convenção de Roterdão.

Celestino Tavares adianta que no caso de Cabo Verde, existem dois grandes desafios.

Aquele técnico do Ministério de Agricultura e Ambiente, adianta que estudos realizados demonstraram que os agricultores têm alguma limitação na interpretação dos rótulos e etiquetas dos pesticidas e no que se refere ao intervalo de segurança.

Neste sentido defende o reforço da sensibilização e formação dos agricultores e aponta ainda para a necessidade da colocação na lista autorizada para importação e comercialização dos pesticidas menos tóxicos.

A representante da convenção de Roterdão, Nádia Correale, salienta que os três países lusófonos avançaram no conhecimento e na gestão integrada dos pesticidas.

 

A Convenção de Roterdão foi adotada em 10 de Setembro de 1998 e tem por objectivos a promoção da responsabilidade compartilhada e os esforços de cooperação entre as partes no comércio internacional de certos produtos químicos perigosos, a fim de proteger a saúde humana e o meio ambiente de possíveis danos e ainda contribuir para a utilização ambientalmente saudável desses produtos perigosos.