17
Qui, Out

O que esperam o MpD, o PAICV, e a UCID do novo ano parlamentar

Política
Tipografia

O novo ano parlamentar começa esta quarta-feira, e os partidos políticos já estão a preparar para tal tendo decorrido as jornadas parlamentares dos partidos com acento parlamentar.

Esta manhã no programa da RCV, “Direto ao Ponto” com a jornalista Raquel Mendes, os três partidos com representações no parlamento falaram das perspetivas para este novo ano parlamentar.

João Santos Luís, representante dos Democratas-Cristãos, UCID, começou por dizer que o seu partido já está a preparar as suas candidaturas para as eleições autárquicas “ lá onde for possível e de acordo com os seus recursos”.

Afirmou que a UCID vai avançar com uma proposta de revisão constitucional, assim como espera que o Governo liderado por Ulisses Correia e Silva cumpre com as promessas feitas em 2016.

Por outro lado, afiançou que o seu partido dará uma atenção especial as questões ambientais e sociais, uma vez que, segundo disse existe “uma contradição dos governantes naquilo que tem a ver com defesa das condições ambientais”, citando como exemplo a queima desenfreada do lixo a céu aberto.

O deputado da União Cabo-verdiana e Independente Democrática realçou ainda como perspetivas para o novo ano político, a questão da reposição dos voos internacionais a partir da ilha de São Vicente, transportes marítimos, a situação dos bombeiros da mesma ilha, bem como a situação dos inspetores marítimos que, segundo disse, deve ser resolvida.

Por fim, explicou que a chamada quinzenal do Primeiro Ministro ao Parlamento não tem surtido efeitos, “uma vez que os problemas dos Cabo-verdianos continuam sem ser resolvidos. “O Governo houve os problemas e as preocupações dos Cabo-verdianos e nada resolve”, disse.

Miguel Monteiro, Deputado do Movimento para a Democracia (MpD), salientou que é um ano de eleições autárquicas e internas dentro dos dois maiores partidos, e portanto, de muita turbulência e crispação política. Monteiro alerta, neste sentido, a oposição a não aproveitar do cenário para fazer ataques ao Governo.

Outrossim, o Deputado do MpD espera haver entendimentos entre os partidos, por exemplo, naquilo que se refere a lei da paridade, bem como em cargos externos, como os cargos de Provedor de Justiça, Presidente do CSMJ e PGR, onde os seus mandatos já expiraram.

Por seu turno, Walter Évora, Deputado do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), começou por dizer que se trata de um ano político com grandes desafios para os políticos cabo-verdianos “porque a política é um serviço a favor do povo e não de uma pequena elite, como é o que está a acontecer em Cabo Verde”.

Évora afirma que os principais desafios são os de dar resposta efetiva, eficaz e eficiente aos vários problemas dos Cabo-verdianos. Portanto, afirmou que a grande responsabilidade está no Governo que dirige o país.

O Deputado para o círculo eleitoral da ilha da Boa Vista realçou ainda que “já começamos mal naquilo que tem a ver com a educação”, dando como exemplo a situação em Rabil, Boa Vista.

Questões agropecuárias, transportes marítimos e aéreos são, no entender de Water Évora, alguns eixos que o seu partido colocará enfâse na sua comunicação política.

TN - Redação

 

 

 

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS