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Qua, Abr

Situação sócio-económica de Santo Antão não é nada fácil - PAICV

Política
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A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV, em Santo Antão, considerou quinta-feira, em comunicado, que “a situação sócio-económica da ilha não é nada fácil, agravada pelos efeitos dos dois anos de seca consecutivos”.

Esta situação, diz o CPR-SA do PAICV, “muito tem afectado, particularmente, as populações rurais que estão privadas de qualquer fonte de rendimento” já que, acrescenta a estrutura que gere o PAICV em Santo Antão, “o plano de mitigação da seca e do mau ano agrícola do ano passado não surtiu os efeitos desejados”.

“Para este ano, o plano que devia iniciar em Janeiro, só foi publicado no Boletim Oficial de 01 de Fevereiro e ainda não existe qualquer acção no terreno” denunciam os dirigentes do maior partido da oposição, na ilha de Santo Antão, e acusam os deputados do MpD, por Santo Antão, de dizerem que “tudo está bem” e o ministro da Agricultura de afirmar, no parlamento, “que os agricultores e criadores estão felizes e contentes”.

O CPR-SA do PAICV adianta, no comunicado, que os pescadores de diversas localidades, como Penedo de Janela, Passo, Monte Trigo, Cruzinha estão à espera das “prometidas soluções para os problemas de conservação do pescado e reparação e ou construção dos arrastadouros”.

“O propalado aumento salarial de 2,2% abrangeu uma ínfima parte dos funcionários” deixando de fora todos “os funcionários em regime de contrato nos serviços do Ministério da Agricultura, nas escolas secundárias e nas câmaras municipais”, lê-se no documento.

As críticas do CPR-SA do PAICV passam, igualmente, pelo programa de rendimento de inclusão que “iniciou sem critérios claros de selecção, sem sistema de seguimento dos beneficiários, e nem se tem notícias sobre a avaliação do impacto e continuidade do mesmo”, pela alegada saída do POSER do programa de transporte escolar e a diminuição de bolsas de estudo que, em seu entender, “tem criado sérios problemas aos pais para manter os filhos no ensino secundário e superior”.

“Os Jovens recém-formados continuam à espera dos prometidos empregos dignos”, “os sinais da RTC não chegam em muitas localidades da ilha e noutras chegam com má qualidade”, “as câmaras municipais que, sob capa do bom relacionamento com o governo, perderam a capacidade reivindicativa” são outras críticas apontadas pelos membros da CPR-SA do PAICV que “perante este quadro” pedem ao Governo que tome medidas urgentes “tendentes a minimizar a situação”.

A proposta do CPR-SA do PAICV é para “o desbloqueamento dos cerca de 45.500 contos para emprego público no âmbito do plano de mitigação da seca”, para o “aumento da comparticipação da FICASE nos programas de transporte escolar e de bolsas de estudo”, para a “retoma e clarificação do programa de rendimento de inclusão”, para o “arranque das prometidas obras de estradas de penetração para localidades encravadas”, bem como para “medidas de política para compensar os funcionários que não foram contemplados com o aumento salarial de 2,2%”.

Refira-se que os deputados do PAICV, eleitos por Santo Antão, encontram-se em visita parlamentar à ilha.

TN com Inforpress

 

 

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