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Seg, Mai

Um governo avalia-se pela sua capacidade de resolver os problemas dos cidadãos e de garantir o desenvolvimento harmónico do pais, que é como quem diz dos homens e mulheres de todas as ilhas e regiões.

Este é o título de um editorial que escrevera há já alguns anos em relação a uma certa situação que se vivia em Cabo Verde. Na altura, esperava-se que alguém assumisse as responsabilidades e serenamente se demitisse.  Tal, então, não aconteceu porque achou-se simplesmente que não. 

Passa pela nossa televisão pública e pela internet a segunda edição do reality show completamente cabo-verdiano, Casa do Líder. Lá dentro, numa mansão de luxo, estão encurralados uns indivíduos sedentos de fama mais do que qualquer tipo de aprendizagem sobre liderança e mais do que o valor do prémio que, diga-se, não é pouco para um país como o nosso. 

Já se disse e se ouviu por aí, vindo de várias direcções, que em Democracia, esse regime que desde a queda do artigo 4 temos vindo a construir, ninguém perde. Isto é, quando o povo livremente e sem condicionalismo de nenhuma ordem fala tem sempre razão e fala sempre bem.

Por Frei Gilson Frede, diretor

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